quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Brincando com os Deuses

Documentário sobre a infancia num terreiro de Candomblé.


Coleção História Geral da África em português (Somente em PDF)



Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Download gratuito (somente na versão em português):
Informações Adicionais:
Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Videoclipe Uialá Mulher - Campanha Nacional AMB 2011

Campanha Solte o Cabelo, Prenda o Racismo

Articulação de Mulheres Brasileiras lançou hoje, pela manhã, na plenária final da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres a Campanha Solte o Cabelo, Prenda o Racismo.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GENI GUIMARÃES_mulher,negra,artista



Nascia

Um belo dia,
emoção forte me causou vertigem,
mamei minha mãe na fonte
de leite fiz um verso virgem.

Dos rios mastiguei os córregos
dos sóis sorvi dourados bicos
tomei do alfabeto, os símbolos
com eles fiz um verso rico.

Mas, da primeira cobra
armada em botes,
aprendi as contorções molengas
tomei da angustia, vida fluída
ri um verso duro, capenga.

Sou hoje colheita descoberta
dos amores de auroras nas fazendas,
extração dos capitães de mato
e dos de Areia do Jorge.

Explico então:

o poeta é um bicho de seda...
que explode



QUEM CONHECE NELSON MACA?


Aqui entre outras coisas ele explica quais são os quatro elementos do HIP-HOP



O RAP

Cultura e História africanas chegam às escolas públicas

As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira. Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos, a partir de uma visão objetiva do continente africano.

O material tem como referência os oitos volumes da coleção História Geral da África. Editada em português graças à parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Ministério da Educação, a obra completa foi enviada às bibliotecas públicas em 2011. As escolas receberão também dois livros síntese da obra completa da História Geral da África, com conteúdos relacionados à história, cultura, economia, política e arte.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Caixa tira do ar anúncio que retrata Machado de Assis como branco




por William Maia, do Última Instância, dica de Luana Tolentino
A Caixa Econômica Federal suspendeu a veiculação de uma campanha publicitária sobre os 150 anos do banco que retrata o escritor Machado de Assis como um homem branco. A decisão veio após protestos na Internet e um pedido formal da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), órgão do governo federal com status de ministério.
O comercial criado pela agência Borghierh/Lowe viaja no tempo para mostrar que até os “imortais” foram correntistas do banco público. O problema é que o ator que representa o fundador da Academia Brasileira de Letras e autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é branco, sendo que o escritor era mulato.
Na nota oficial em que anuncia a interrupção da propaganda, a Caixa “pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial”.
Nesta segunda-feira, também em comunicado oficial, a Seppir classificou como “uma solução publicitária de todo inadequada” a escolha de um ator branco para interpretar Machado, por “por contribuir para a invisibilização dos afro-brasileiros, distorcendo evidências pessoais e coletivas relevantes para a compreensão da personalidade literária de Machado de Assis, de sua obra e seu contexto histórico”.
Além de pedir a suspensão do anúncio, a Seppir encaminhou pedidos de providencias ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Ministério Público Federal.
Leia abaixo a íntegra do comunicado da Caixa:
A Caixa Econômica F ederal informa que suspendeu a veiculação de sua última peça publicitária, a qual teve como personagem o escritor Machado de Assis. O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial.
A CAIXA reafirma que, nos seus 150 anos de existência, sempre buscou retratar, em suas peças publicitárias, toda a diversidade racial que caracteriza o nosso país. Esta política pode ser reconhecida em muitas das ações de comunicação, algumas realizadas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da Secretaria de Política e Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal.
A CAIXA nasceu coma missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial.
Leia também:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CHICO CÉSAR, um afrodescendente.

A redescoberta deste afrodescendente  fantástico do universo musical brasileiro foi para mim uma delícia: poesia de primeiríssima qualidade, humor e muito som bom. Não resisti e meti ele nos marcadores deste BLOG.




Mand'ela

Chico César

gastei minha sandália havaiana
andando atrás dessa baiana
mas a baiana me vaiou
eu disse que vim do senegal
montado num cavalo-de-pau
baiana me desmontou
olha que me queixo pro tutu
baiana deixa disso
vou reclamar pro bispo de tu
mand'ela vir
mand'ela aqui
mand'ela cá
mand'ela mand'ela
mand'ela mand'ela
eu disse que vim do cabo verde
mas ela me achou imaturo
mandou pra porto seguro
e agora tá indo a pé

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Introdução ao estudo das civilizações africanas


O estudo sobre a África exige estarmos atentos às diversas distorções colonialistas que a historiografia ocidental reservou ao continente.
Contrariando as diversas distorções racistas criadas ao longo dos últimos séculos, o estudo aprofundado sobre a  VERDADEIRA ÁFRICA desmente este olhar distorcido e revela a história dos verdadeiros ancestrais da humanidade, contribuintes ativos do desenvolvimento humano universal.
O Estudo da África não se limita a revisões referentes à história do africano e seus descendentes espalhados pelo mundo moderno, mas, sobretudo exige uma revisão de toda a história da humanidade.  Se por um lado não poderíamos entender a nossa sociedade sem conceber o legado grego para a edificação da civilização ocidental, por outro lado não é possível entender a Grécia sem considerarmos a ativa influência egípcia nesta sociedade.
Ao contrário do que afirma(va) as ideologias racistas, os africanos contribuíram para o desenvolvimento humano universal, desenvolvendo inclusive técnicas e conhecimentos essenciais para aperfeiçoarmos a nossas forças produtivas.
Trazer este debate para o ensino público exige, sobretudo, não nos resumirmos a montar uma roda de capoeira no dia 20 de novembro, mas pelo contrário  reconhecer a participação ativa dos africanos no desenvolvimento humano universal. A própria capoeira contém em si conhecimentos e signos profundamente ancorado na sabedoria ancestral (bantu) africana, conhecimentos estes que transcendem a dimensão lúdica de uma apresentação cultural pontual.
O desafio é imenso, mas existem ferramentas abundantes para oferecermos subsídios para um debate frutífero.
O vídeo abaixo (indicado por Vilma Neres)  revela evidências de como a HISTÓRIA do continente Africano foi distorcida para dar sustentação ideológica ao colonialismo. Ao mesmo tempo, o documentário desmente a idéia de que a CIVILIZAÇÃO  foi trazida ao continente pelos Europeus, mostrando diversos exemplos de riqueza social  e desenvolvimento civilizatório no continente.

Mas não devemos cair em armadilhas saudosistas… A ideologia SANKOFA  nos ensina a olhar o passado não para repeti-lo, mas para aprender com os erros e acertos de nossos ancestrais, desenvolvendo a nossa história ao “tirar poesia do futuro”!!!
É movido por problemas do presente que (re)visitamos a história dos africanos e de seus descendentes, buscando “recuperar” nossa humanidade “subtraída” pelos séculos de escravismo e racismo. O Racismo permanece vivo e atualizado pelo desenvolvimento das relações de produção capitalistas contemporâneas exigindo novamente que pensemos a história dos africanos e de seus descendentes articulada aos conflitos da humanidade como um todo.
Aprendem-se na Capoeira de Angola que somos nós os responsáveis por nossa história e que, portanto, frente às ofensivas da vida cabe a nós mesmos buscar a emancipação. Talvez seja esta a principal mensagem que a Lei 10.639/03 (ou 11.645/08) deve enfatizar ao olhar para o passado de glória das civilizações africanas: o fato de que este legado nos oferece subsídios para lutar no presente em busca de um futuro melhor.
Deivison Nkosi – Professor de História da África

Dica da Mariana, pesquisadora e mãe da estudantes Helena (5ª série da tarde)

LIVROS EM NOSSA BIBLIOTECA

Temática africana

Os livros abaixo são algumas das sugestões de leitura de autores e temas africanos, e estão disponíveis na biblioteca da escola.




Os da minha rua, de Ondjaki








Cada homem é uma raça, de Mia Couto











Histórias abensonhadas, de Mia Couto










Os príncipes do destino, de Reginaldo Prandi











Histórias de Ananse, 

de Adwoa Badoe e Baba Wagué Diakité









O menino marrom, de Ziraldo










O homem que não podia olhar para trás, 

de Nelson Salute








A escravidão no Brasil colonial, 

de Glória Porto Kok










A história dos escravos, 

de Isabel Lustosa








O pássaro-da-chuva, 

de Monique Bermond









Gostando mais de nós mesmos, 

de diversos autores








As idéias racistas, os negros e a educação, 

de diversos autores







O Negro da chibata, de Fernando Granato










Saruê, Zambi!, de Luiz Galdino








Racismo cordial, Folha de São Paulo









Na terra dos Orixás, de Ganymédes José









A semente que veio da África, 

de Heloisa Pires Lima










Zungunga, de Floro Freitas de Andrade









O beijo da palavrinha, 

de Mia Couto.








Um safári na Tanzânia, 

de Laurie Krebs e Julia Cairns









O príncipe corajoso e 

outras histórias da Etiópia, 

de Praline Gay-Para?










José Moçambique e a capoeira, 

de Joaquim de Almeida, 

Laurabeatriz e Thereza Almeida









O filho do vento, 

de José Eduardo Agualusa










Cadê você, Jamela?, de Niki Daly











O que tem na panela, Jamela?, 

de Niki Daly











O chamado de Sosu, de Meshack Asare




,






Yemanjá, de Carolina Cunha











As aventuras de Ngunga, de Pepetela







quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Construção da Igualdade_DOCUMENTÁRIO




"A Construção da Igualdade -- História da Resistência Negra no Brasil", o vídeo contribui na a aplicação da Lei nº 10.639, que torna obrigatória a inclusão, no currículo das escolas, o estudo da História da África e Cultura Afro-brasileira. Trás depoimentos de acadêmicos, escritores, artistas em geral e ações do movimento negro.

REVOLTA DA CHIBATA_CANÇÃO_MESTRE-SALA DOS MARES


MÚSICA DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANCI
EM HOMENAGEM A REVOLTA DA CHIBATA

Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.


O Mestre Sala dos Mares
(João Bosco / Aldir Blanc)
(letra original sem censura)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
O Mestre Sala dos Mares
(João Bosco / Aldir Blanc)
(censura durante ditadura militar)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo


 fonte: CLIQUE AQUI


Baseado em uma história real, "A Revolta da Chibata" conta a história de João Cândido. Curta feito por uma turma (2332 - ano 2007) da Escola Técnica Estadual Henrique Lage - Niterói - RJ