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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Coleção História Geral da África em português (Somente em PDF)



Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Download gratuito (somente na versão em português):
Informações Adicionais:
Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

UM NOVO CONCEITO DE RAÇA


"Um dos pontos polêmicos desse nosso arsenal de idéias é o conceito de  raça. Ora, falamos de racismos, de desigualdade racial, enchemos de conteúdos raciais nosso discurso e nossa prática. Como, se a Ciência contemporânea desde há muito eliminou o conceito de raça de seu meio? 
Vale dizer que o conceito de raça banido pela Ciência, sobretudo e especialmente as ciências chamadas naturais, é um conceito de base biológica fundado na errônea ideia de diferenças naturais entre os tipos humanos, com base em seu fenótipo. Essa ideia levou, inclusive, à construção de uma suposta hierarquia de raças, em que os brancos ocupavam o lugar mais alto e eram considerados dotados de mais razão e inteligência, entre outras qualidades. 
Esse conceito de raça não cabe, de fato. Mas é importante conhecê-lo para insurgir-se contra ele, caso venha a aparecer, mesmo que disfarçado em novas roupagens. No entanto, podemos incorporar um outro entendimento de raça, auto-afirmativo e cultural, relacionado à experiência de indivíduos e comunidades negras no Brasil e no mundo. Uma noção que, se ainda escapa às atuais definições das Ciências Sociais, é compreensível e traduzida abertamente na construção das identidades de negros e negras na nossa sociedade. Estreitamente ligada à estratégia de elevação da auto-estima e criação de laços e mecanismos de identificação, essa noção de raça é reinventada na luta dos afro-descendentes, adquirindo um novo significado." Cadernos de metodologia- Saberes e Fazeres_Modos de Sentir

terça-feira, 16 de agosto de 2011

HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA



Após 30 anos de pesquisas, envolvendo 350 pesquisadores, a UNESCO publicou esta coleção que pretende dar conta de, nada mais, nada menos, contar a história da África  a partir da perspectiva dos próprios africanos. Vocês sabiam, por exemplo, que várias das tecnologias utilizadas hoje são originárias daquele continente, ou que a região não era constituída por tribos, mas por sociedades organizadas? Já passou da hora de pararmos de resumir a história da África ao tráfico negreiro e à pobreza. Libertar a África do ranço da parcialidade, do culto aos exotismos e da discriminação impregnada  nos estudos sobre o continente - aliás tem gente que nem sabe que África é um continente, não? E este me parece ser o maior mérito e desafio desta coleção que está disponível para download no site da UNESCO.  
A dica foi repassada pela  Tamara, mãe de um aluno da 1 ªsérie da manhã, que já está convidadíssima a fazer parte desta casa também.

Clique aqui para conhecer mais detalhes da coleção ou baixá-la em PDF.

CrisMorales

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A cultura popular na escola


Paulo Dias

Torna-se um imperativo cada vez maior nos meios educacionais brasileiros, em face das políticas de valorização da diversidade cultural, a inclusão de conteúdos sobre culturas populares tradicionais como temas curriculares transversais. Nesse contexto, os produtos que constam no catálogo da Associação Cultural Cachuera! vêm preencher uma grande lacuna, ao oferecer informações pedagogicamente organizadas sobre as expressões da cultura popular, as quais integram uma importante parcela do conhecimento humano que vem sendo apartada dos currículos escolares : o das culturas da oralidade. 

Entendemos que “oralidade” e “escola” são conceitos cuja aproximação tem sido problemática, uma vez que a escola historicamente se consolidou como um dos templos do saber fixado pela escrita, o saber letrado das camadas sociais hegemônicas, advindo da tradição culta européia-ocidental. Ao mesmo tempo, essa mesma escola rejeitava a cultura oral, própria dos povos ágrafos - aqueles que não tiveram necessidade, ou oportunidade histórica de desenvolver ou se servir da escrita, como é o caso da maioria das civilizações africanas, dos povos indígenas, ou ainda, do povo miscigenado brasileiro.

A cultura popular tradicional, produzida por camadas sociais economicamente desfavorecidas, tem sido lembrada na escola tão-somente por ocasião da Semana do Folclore, ou conforme representada na obra de autores nacionalistas como Gonçalves Dias ou modernistas como Mário de Andrade ou Guimarães Rosa. Assim como esses escritores, embora pertencentes a uma esfera de produção artística erudita, preocuparam-se com a configuração de uma estética genuinamente nacional , gestada a partir de formas e conteúdos da cultura ancestral do nosso povo, é urgente que a escola adote semelhante postura, agregando aos seus currículos, ao lado desses grandes artistas, aqueles que lhes inspiraram a obra: os artistas populares e suas comunidades.

As historiografias contemporâneas se voltam cada vez mais para as vozes excluídas do poder, para a experiência do homem comum, dos segmentos sociais marginalizados pela história dita “oficial”. Para as fontes não-escritas. A atual orientação ética para a aceitação e valorização das diferenças – culturais, socio-econômicas, raciais, de opção sexual – existentes entre os cidadãos nas sociedades humanas, na busca da consolidação do próprio conceito de cidadania, deve ter como ponto de partida a instituição escolar.

A escola é, portanto, o ambiente propício para a aprendizagem do respeito pelas culturas populares, pouco divulgadas na televisão (portanto diferentes daquilo que se tornou normal para os jovens), obtido a partir do conhecimento de suas formas de expressão mateirais e imateriais, na complexidade de suas dimensões históricas, geográficas, sociais, artísticas, religiosas. Vencendo o preconceito com a luz do conhecimento, é preciso formar um público jovem interessado nas suas próprias raizes, não envergonhado, mas orgulhoso delas, com espírito aberto o suficiente para redescobrir e valorizar, nas periferias das grandes cidades onde moram, as belezas ancestrais guardadas na memória de seus pais e avós.

Só assim a cultura popular poderá ser reconhecida e respeitada, visando alcançar a legitimidade de que hoje goza a cultura erudita, na escola ou fora dela. E abrindo caminho para que, um dia, o mestre popular se torne mestre-escola.

LIVROS, LIVROS, LIVROS_dicas da Cleide

A ÁFRICA ESTÁ ENTRE NÓS - Coleção dos Livros sobre o assunto para o Ensino Fundamental do Governo Federal.

LIVRO 1 - ÁFRICA ESTÁ ENTRE NÓS
LIVRO 2 - ÁFRICA ESTÁ ENTRE NÓS
LIVRO 3 - ÁFRICA ESTÁ ENTRE NÓS

PRINCESAS AFRICANAS Arquivo em PDF

JOGOS INFANTIS AFRICANOS Apostila em PDF com vários jogos infantis africanos

CORPO: SOM E MOVIMENTO Redescobrindo Brinquedos Cantados na Africanidade Brasileira
Artigo publicado na revista África e africanidades em PDF



MEUS CONTOS AFRICANOS - Nelson Mandela 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

FALANDO BANTO_livro

Novamente dica e solidariedade da Cleide:

Todos aprendemos na escola que muitos milhares de africanos (principalmente bantos) foram trazidos para o Brasil durante o tempo da escravidão. Mas a contribuição desses africanos para a cultura brasileira geralmente é mostrada como folclore, algo exótico e separado da 'cultura nacional'. Será que isso é verdade? Uma vista de olhos por um dicionário mostra que não. A grande diferença entre o português brasileiro e o falado em Portugal é justamente a grande contribuição africana, não só na pronúncia, mas também no vocabulário. Este livro mostra, em dez poemas, como, ao tratar de coisas simples do cotidiano, estamos realmente Falando banto! O livro traz anexo um glossário com todas as palavras de origem banta presentes nos textos.
Clique aqui para saber mais e ler partes do livro.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O PERIGO DE UMA ÚNICA HISTÓRIA

Na reunião do dia 5 de agosto, Cleide alertou-nos para o vício ocidental das abordagens sobre África e negros sempre do ponto de vista de suas mazelas: fome e pobreza. Excelente reflexão para quem pretende apresentar culturas à crianças. Nesse sentido gostaria de indicar a palestra da romancista nigeriana Chimamanda Adichie (abaixo) também como alimento para essa reflexão.



MEUS CONTOS AFRICANOS - Nelson Mandela



"As 32 histórias escolhidas por nada menos que o grande personagem, verdadeiro herói da África do século 20 --Prêmio Nobel da Paz de 1993--, só pelo título do livro já abrem o apetite do leitor brasileiro para esse tesouro caleidoscópico de contos de muitas épocas e lugares da imensa África, para nós ainda bastante desconhecida. Ainda bem que o livro traz um bom mapa da África, mostrando os diversos lugares e origens das histórias. " Tatiana Belinky - clique aqui e leia o artigo da autora completo sobe o livro.

MUSEU AFRO BRASIL - Ibirapuera

Infelizmente não dá  mais para agendar visitas ao MUSEU AFRO BRASIL em agosto, mas há na Escola um material de apoio - para quem quiser organizar um roteiro-  e que também é possível consegui-lo pela internet em pdf. clicando aqui.


Livro publicado pelo Museu Afro Brasil
Destinado especialmente ao público mais jovem e organizado a partir dos Núcleos da exposição, este livro reúne imagens de obras expostas no acervo, textos e atividades que poderão orientar o olhar do visitante e informá-lo sobre aspectos essenciais da exposição. O jovem leitor encontrará também atividades que o desafiarão a interagir com os conteúdos e conceitos apresentados.


Além das exposições permanentes ainda é possível, em agosto, ver as seguintes exposições

  • Grande Mural dos Orixás – Carybé - até 28 de agosto. clique aqui para ver uma reportagem 
  • Deuses D’África – Visualidades Brasileiras - até 28 de agosto 
  • Hereros Angola - até 14 de agosto

No site do museu além de outras informações há também um série de filmes sobre o acervo que podem auxiliar na elaboração dos roteiros. 



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PRINCESAS AFRICANAS

Cadernos de Leituras Compartilhadas - Revista Princesas Africanas 
Clique aqui para baixar arquivo em PDF 

JOGOS INFANTIS AFRICANOS

JOGOS INFANTIS AFRICANOS
Apostila em PDF com vários jogos infantis africanos
http://www.laab.ufpa.br/ludico-afro/jogosinfantisafricanoseafro-brasileiros.pdf


CORPO: SOM E MOVIMENTO Redescobrindo Brinquedos Cantados na Africanidade Brasileira
Artigo publicado na revista África e africanidades em PDF
Clique aqui para baixar



sábado, 6 de agosto de 2011

CAROLINA MARIA DE JESUS - escritora


Carolina Maria de Jesus nasceu em 1914 em Sacramento, Minas Gerais. Foi criada em diferentes cidades do interior de Minas e de São Paulo. Após da morte da mãe, em 1947, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como empregada doméstica e, depois, como catadora de papel nas ruas. Teve três filhos. Morava na favela do Canindé quando, em 1955, iniciou um diário, do qual alguns fragmentos foram publicados no jornal Folha da Noite (em 1958) e na revista O Cruzeiro (em 1959). Lançado pela Editora Francisco Alves em 1960, o livro Quarto de Despejo vendeu 600 exemplares na noite de autógrafos e foi um enorme sucesso dentro e fora do Brasil. Em 1969 mudou-se para a periferia de São Paulo, onde faleceu em 1977.