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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cabelo ruim e cabelo bom?

A mulher Negra na MPB
Um Abalo Na Identidade Racial



Pontuar o racismo veiculado através da música popular brasileira não é assunto inédito. Outros pesquisadores e pesquisadoras já analisaram esta manifestação na literatura, como Franklin (1970), Moura (1976), Queiroz Jr. (1975), Brookshaw (1983), na poesia e na prosa. Bem recentemente a companheira feminista Maria Áurea Santa Cruz nos ofereceu uma belíssima análise da imagem da mulher na MPB (1992), onde verifica os toques racistas em algumas das músicas.


A nossa contribuição neste trabalho é o relato de nossa experiência junto a adolescentes negras num grupo de convivência para refletirmos sobre a identidade racial. Essas adolescentes vivem expostas a diversos tipos de violência cotidiana - moram em favelas, têm baixa escolaridade, sem oportunidade ao lazer... E, ainda um agravante: são negras ou mestiças, na sua maioria. A nossa preocupação em reforçar a identidade racial dessas adolescentes está baseada na noção do fortalecimento do seu eu perante o mundo, no qual a cor da pele dá acesso ou exclui as oportunidades.
Para ler o texto na íntegra clique aqui.







quinta-feira, 18 de agosto de 2011

UM NOVO CONCEITO DE RAÇA


"Um dos pontos polêmicos desse nosso arsenal de idéias é o conceito de  raça. Ora, falamos de racismos, de desigualdade racial, enchemos de conteúdos raciais nosso discurso e nossa prática. Como, se a Ciência contemporânea desde há muito eliminou o conceito de raça de seu meio? 
Vale dizer que o conceito de raça banido pela Ciência, sobretudo e especialmente as ciências chamadas naturais, é um conceito de base biológica fundado na errônea ideia de diferenças naturais entre os tipos humanos, com base em seu fenótipo. Essa ideia levou, inclusive, à construção de uma suposta hierarquia de raças, em que os brancos ocupavam o lugar mais alto e eram considerados dotados de mais razão e inteligência, entre outras qualidades. 
Esse conceito de raça não cabe, de fato. Mas é importante conhecê-lo para insurgir-se contra ele, caso venha a aparecer, mesmo que disfarçado em novas roupagens. No entanto, podemos incorporar um outro entendimento de raça, auto-afirmativo e cultural, relacionado à experiência de indivíduos e comunidades negras no Brasil e no mundo. Uma noção que, se ainda escapa às atuais definições das Ciências Sociais, é compreensível e traduzida abertamente na construção das identidades de negros e negras na nossa sociedade. Estreitamente ligada à estratégia de elevação da auto-estima e criação de laços e mecanismos de identificação, essa noção de raça é reinventada na luta dos afro-descendentes, adquirindo um novo significado." Cadernos de metodologia- Saberes e Fazeres_Modos de Sentir

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UBUNTU


"Eu sou, porque você é", diz Arcebispo Tutu, "como eu me comporto impacta não só sobre mim, mas também nos outros ao meu redor, porque todos nós pertencemos juntos." Assim, uma pessoa com ubuntu é generoso, atencioso e respeitoso para com os outros, valorizando as diferenças que, juntos, nos fazem maior que a soma de nossas peças




Não, não, este post não vai tratar de software livre. O tema da vez é o Ubuntu nascido na África, gerações e gerações antes de nós, como uma filosofia ou um conjunto de valores éticos que não cabe numa única definição – porque é mais fácil entender com o coração e não como um apanhado de palavras bem articuladas.

Dia desses recebi um email que despertou minha curiosidade em saber um pouquinho mais sobre essa história de nome engraçado. A mensagem relatava uma brincadeira que teria sido promovida por um antropólogo durante suas pesquisas numa tribo africana. Diz a história que ele havia deixado debaixo de uma árvore um bonito cesto de doces comprados na cidade. Então, ele chamou as crianças e propôs uma corrida até as guloseimas. Quem chegasse primeiro ficaria com o prêmio. Mas, para sua surpresa, quando ele disse “já!”, todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à arvore dos doces. Quando chegaram lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem, felizes. O antropólogo, então, perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ter ficado com tudo e, assim, comeria muito mais doces. E as crianças simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós

Ubuntu fala sobre a noção de comunidade que, infelizmente, muitos de nós perdemos pelo caminho, em algum momento. É aquele sentimento de solidariedade, gentileza, respeito, tolerância e pertencimento que faz das relações, atitudes e comportamentos humanos experiências ricas, únicas, transcendentais.

Para o arcebispo Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, Ubuntu é um dos presentes da África ao resto do mundo. Envolve hospitalidade, cuidado com os outros, ser capaz de dar um passo a mais pelo bem dos outros. “Acreditamos que uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas, que minha humanidade está vinculada indissoluvelmente à sua. Quando desumanizo você, inexoravelmente me desumanizo. O ser humano solitário é uma contradição em termos, portanto, trabalhe para o bem comum porque sua humanidade vem de sua própria pertença”, diz ele.

Em poucas palavras, Nelson Mandela define: "Ubuntu conecta os seres humanos, destrói a indiferença diante da dor do outro, incorpora a troca de sorrisos com o vizinho como um indicador de bem-estar, saúde e qualidade de vida!"


Pode ver também em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_%28ideologia%29