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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Introdução ao estudo das civilizações africanas


O estudo sobre a África exige estarmos atentos às diversas distorções colonialistas que a historiografia ocidental reservou ao continente.
Contrariando as diversas distorções racistas criadas ao longo dos últimos séculos, o estudo aprofundado sobre a  VERDADEIRA ÁFRICA desmente este olhar distorcido e revela a história dos verdadeiros ancestrais da humanidade, contribuintes ativos do desenvolvimento humano universal.
O Estudo da África não se limita a revisões referentes à história do africano e seus descendentes espalhados pelo mundo moderno, mas, sobretudo exige uma revisão de toda a história da humanidade.  Se por um lado não poderíamos entender a nossa sociedade sem conceber o legado grego para a edificação da civilização ocidental, por outro lado não é possível entender a Grécia sem considerarmos a ativa influência egípcia nesta sociedade.
Ao contrário do que afirma(va) as ideologias racistas, os africanos contribuíram para o desenvolvimento humano universal, desenvolvendo inclusive técnicas e conhecimentos essenciais para aperfeiçoarmos a nossas forças produtivas.
Trazer este debate para o ensino público exige, sobretudo, não nos resumirmos a montar uma roda de capoeira no dia 20 de novembro, mas pelo contrário  reconhecer a participação ativa dos africanos no desenvolvimento humano universal. A própria capoeira contém em si conhecimentos e signos profundamente ancorado na sabedoria ancestral (bantu) africana, conhecimentos estes que transcendem a dimensão lúdica de uma apresentação cultural pontual.
O desafio é imenso, mas existem ferramentas abundantes para oferecermos subsídios para um debate frutífero.
O vídeo abaixo (indicado por Vilma Neres)  revela evidências de como a HISTÓRIA do continente Africano foi distorcida para dar sustentação ideológica ao colonialismo. Ao mesmo tempo, o documentário desmente a idéia de que a CIVILIZAÇÃO  foi trazida ao continente pelos Europeus, mostrando diversos exemplos de riqueza social  e desenvolvimento civilizatório no continente.

Mas não devemos cair em armadilhas saudosistas… A ideologia SANKOFA  nos ensina a olhar o passado não para repeti-lo, mas para aprender com os erros e acertos de nossos ancestrais, desenvolvendo a nossa história ao “tirar poesia do futuro”!!!
É movido por problemas do presente que (re)visitamos a história dos africanos e de seus descendentes, buscando “recuperar” nossa humanidade “subtraída” pelos séculos de escravismo e racismo. O Racismo permanece vivo e atualizado pelo desenvolvimento das relações de produção capitalistas contemporâneas exigindo novamente que pensemos a história dos africanos e de seus descendentes articulada aos conflitos da humanidade como um todo.
Aprendem-se na Capoeira de Angola que somos nós os responsáveis por nossa história e que, portanto, frente às ofensivas da vida cabe a nós mesmos buscar a emancipação. Talvez seja esta a principal mensagem que a Lei 10.639/03 (ou 11.645/08) deve enfatizar ao olhar para o passado de glória das civilizações africanas: o fato de que este legado nos oferece subsídios para lutar no presente em busca de um futuro melhor.
Deivison Nkosi – Professor de História da África

Dica da Mariana, pesquisadora e mãe da estudantes Helena (5ª série da tarde)

LIVROS EM NOSSA BIBLIOTECA

Temática africana

Os livros abaixo são algumas das sugestões de leitura de autores e temas africanos, e estão disponíveis na biblioteca da escola.




Os da minha rua, de Ondjaki








Cada homem é uma raça, de Mia Couto











Histórias abensonhadas, de Mia Couto










Os príncipes do destino, de Reginaldo Prandi











Histórias de Ananse, 

de Adwoa Badoe e Baba Wagué Diakité









O menino marrom, de Ziraldo










O homem que não podia olhar para trás, 

de Nelson Salute








A escravidão no Brasil colonial, 

de Glória Porto Kok










A história dos escravos, 

de Isabel Lustosa








O pássaro-da-chuva, 

de Monique Bermond









Gostando mais de nós mesmos, 

de diversos autores








As idéias racistas, os negros e a educação, 

de diversos autores







O Negro da chibata, de Fernando Granato










Saruê, Zambi!, de Luiz Galdino








Racismo cordial, Folha de São Paulo









Na terra dos Orixás, de Ganymédes José









A semente que veio da África, 

de Heloisa Pires Lima










Zungunga, de Floro Freitas de Andrade









O beijo da palavrinha, 

de Mia Couto.








Um safári na Tanzânia, 

de Laurie Krebs e Julia Cairns









O príncipe corajoso e 

outras histórias da Etiópia, 

de Praline Gay-Para?










José Moçambique e a capoeira, 

de Joaquim de Almeida, 

Laurabeatriz e Thereza Almeida









O filho do vento, 

de José Eduardo Agualusa










Cadê você, Jamela?, de Niki Daly











O que tem na panela, Jamela?, 

de Niki Daly











O chamado de Sosu, de Meshack Asare




,






Yemanjá, de Carolina Cunha











As aventuras de Ngunga, de Pepetela







quinta-feira, 1 de setembro de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cabelo ruim e cabelo bom?

A mulher Negra na MPB
Um Abalo Na Identidade Racial



Pontuar o racismo veiculado através da música popular brasileira não é assunto inédito. Outros pesquisadores e pesquisadoras já analisaram esta manifestação na literatura, como Franklin (1970), Moura (1976), Queiroz Jr. (1975), Brookshaw (1983), na poesia e na prosa. Bem recentemente a companheira feminista Maria Áurea Santa Cruz nos ofereceu uma belíssima análise da imagem da mulher na MPB (1992), onde verifica os toques racistas em algumas das músicas.


A nossa contribuição neste trabalho é o relato de nossa experiência junto a adolescentes negras num grupo de convivência para refletirmos sobre a identidade racial. Essas adolescentes vivem expostas a diversos tipos de violência cotidiana - moram em favelas, têm baixa escolaridade, sem oportunidade ao lazer... E, ainda um agravante: são negras ou mestiças, na sua maioria. A nossa preocupação em reforçar a identidade racial dessas adolescentes está baseada na noção do fortalecimento do seu eu perante o mundo, no qual a cor da pele dá acesso ou exclui as oportunidades.
Para ler o texto na íntegra clique aqui.







quinta-feira, 18 de agosto de 2011

UM NOVO CONCEITO DE RAÇA


"Um dos pontos polêmicos desse nosso arsenal de idéias é o conceito de  raça. Ora, falamos de racismos, de desigualdade racial, enchemos de conteúdos raciais nosso discurso e nossa prática. Como, se a Ciência contemporânea desde há muito eliminou o conceito de raça de seu meio? 
Vale dizer que o conceito de raça banido pela Ciência, sobretudo e especialmente as ciências chamadas naturais, é um conceito de base biológica fundado na errônea ideia de diferenças naturais entre os tipos humanos, com base em seu fenótipo. Essa ideia levou, inclusive, à construção de uma suposta hierarquia de raças, em que os brancos ocupavam o lugar mais alto e eram considerados dotados de mais razão e inteligência, entre outras qualidades. 
Esse conceito de raça não cabe, de fato. Mas é importante conhecê-lo para insurgir-se contra ele, caso venha a aparecer, mesmo que disfarçado em novas roupagens. No entanto, podemos incorporar um outro entendimento de raça, auto-afirmativo e cultural, relacionado à experiência de indivíduos e comunidades negras no Brasil e no mundo. Uma noção que, se ainda escapa às atuais definições das Ciências Sociais, é compreensível e traduzida abertamente na construção das identidades de negros e negras na nossa sociedade. Estreitamente ligada à estratégia de elevação da auto-estima e criação de laços e mecanismos de identificação, essa noção de raça é reinventada na luta dos afro-descendentes, adquirindo um novo significado." Cadernos de metodologia- Saberes e Fazeres_Modos de Sentir

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

HERÓIS DE TODO MUNDO

HERÓIS DE TODO MUNDO
Não, não é uma série sobre o Super-homem ou o Batman. Heróis de todo mundo é uma série de interprogramas que quer mostrar ao público comum que aqui mesmo, no Brasil, existem Heróis. Heróis porque quebraram barreiras, que venceram apesar dos enormes obstáculos enfrentados, que lutaram por uma vida melhor para todos. Ah! E são negros.

Biografia de personagens negros, interpretados por artistas negros. Imperfível!!!!
http://www.acordacultura.org.br/herois/herois-lista2

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UBUNTU


"Eu sou, porque você é", diz Arcebispo Tutu, "como eu me comporto impacta não só sobre mim, mas também nos outros ao meu redor, porque todos nós pertencemos juntos." Assim, uma pessoa com ubuntu é generoso, atencioso e respeitoso para com os outros, valorizando as diferenças que, juntos, nos fazem maior que a soma de nossas peças




Não, não, este post não vai tratar de software livre. O tema da vez é o Ubuntu nascido na África, gerações e gerações antes de nós, como uma filosofia ou um conjunto de valores éticos que não cabe numa única definição – porque é mais fácil entender com o coração e não como um apanhado de palavras bem articuladas.

Dia desses recebi um email que despertou minha curiosidade em saber um pouquinho mais sobre essa história de nome engraçado. A mensagem relatava uma brincadeira que teria sido promovida por um antropólogo durante suas pesquisas numa tribo africana. Diz a história que ele havia deixado debaixo de uma árvore um bonito cesto de doces comprados na cidade. Então, ele chamou as crianças e propôs uma corrida até as guloseimas. Quem chegasse primeiro ficaria com o prêmio. Mas, para sua surpresa, quando ele disse “já!”, todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à arvore dos doces. Quando chegaram lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem, felizes. O antropólogo, então, perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ter ficado com tudo e, assim, comeria muito mais doces. E as crianças simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós

Ubuntu fala sobre a noção de comunidade que, infelizmente, muitos de nós perdemos pelo caminho, em algum momento. É aquele sentimento de solidariedade, gentileza, respeito, tolerância e pertencimento que faz das relações, atitudes e comportamentos humanos experiências ricas, únicas, transcendentais.

Para o arcebispo Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, Ubuntu é um dos presentes da África ao resto do mundo. Envolve hospitalidade, cuidado com os outros, ser capaz de dar um passo a mais pelo bem dos outros. “Acreditamos que uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas, que minha humanidade está vinculada indissoluvelmente à sua. Quando desumanizo você, inexoravelmente me desumanizo. O ser humano solitário é uma contradição em termos, portanto, trabalhe para o bem comum porque sua humanidade vem de sua própria pertença”, diz ele.

Em poucas palavras, Nelson Mandela define: "Ubuntu conecta os seres humanos, destrói a indiferença diante da dor do outro, incorpora a troca de sorrisos com o vizinho como um indicador de bem-estar, saúde e qualidade de vida!"


Pode ver também em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_%28ideologia%29